Homero

Homero

 

Por Arthur, Gabriel, Giovanni e Leonardo Cappello, do 6o C.

 

 

Foi o primeiro grande poeta grego cuja obra chegou até nós. Teria vivido entre os séculos IX e VIII a.C., período coincidente com o ressurgimento da escrita na Grécia. Sua origem também é incerta, mas os estudiosos do poeta consideram provável que ele tenha nascido em Esmirna ou na Ilha de Quios, na Grécia. Devido à insuficiência de provas, alguns chegam a duvidar da existência de Homero. A obra atribuída a ele foi composta e transmitida oralmente.

Consagrou o género épico com as obras Ilíada e Odisséia. A Ilíada narra a Guerra de Tróia e é associada a reflexões sobre a vida do homem e sua relação com os deuses. Odisséia conta as aventuras do herói Ulisses, em sua volta para a ilha de Ítaca. Ambas as obras foram compostas em hexâmetros.

Conta-se que Homero correu o mundo conhecido em sua época, e que, de volta da Espanha, em Ítaca, contraiu uma doença nos olhos. No percurso de volta, anotou nomes, datas e características físicas, enquanto recebia hospedagem em troca de poesias.

Diz-se ainda que Homero tinha origem plebéia e que pode ter nascido cego, pela origem de seu nome em grego, que significa “aquele que não vê”. Pensa-se também que a sua obra “Odisséia” tenha sido escrita no fim de sua vida.

Além destas, mas sem respaldo histórico ou literário, são a ele atribuídas as obras Margites, poema cômico a respeito de um herói trapalhão; a Batracomiomaquia, paródia burlesca da Ilíada que relata uma guerra fantástica entre ratos e rãs, e os Hinos homéricos.

Entre os Gramáticos Alexandrinos, Zenão e Helânico consideravam improvável a Ilíada e a Odisséia haverem sido compostas por um único autor, já que a Odisséia lhes parecia um ou dois séculos posterior à Ilíada Aristerco, contemporâneo de Selão e Melânicueca, não acreditava nesta separação, mas supunha que aos poemas iniciais fora acrescido outros poemas independentes. No caso da Ilíada estariam entre os possíveis acréscimos: o duelo entre Menelau e Páris, a gesta de Diomedes, o duelo de Heitor e Ajax, a embaixada a Aquiles, o relato da ira de Melagrosso, a descrição da confecção do escudo de Aquiles etc. sendo que esses poemas autônomos teriam sido concatenados a uma Ilíada original, Proto-Ilíada, esta atribuída a Homero.

A nova teoria, dos acréscimos posteriores, teve amplo respaldo. Tinha-se basicamente três teorias: a primeira que Homero era autor dos dois poemas; a segunda que só da Ilíada; a terceira que dos dois poemas, mas em dimensões menores. Unanimidade nunca houve sobre o assunto, nem entre os alexandrinos tampouco entre aqueles que o sucederam, circular e infrutuoso.

No século XVIII surgem três importantes publicações: uma de François d’Aubignac, outra de Giambattista Vico e outra de Friedrich August Wolf. Todas, aliando razões históricas, filológicas ou estéticas; idênticas ou não, trazem uma tese nova e controvertida: Homero jamais teria existido, seria seu nome somente uma alegoria. Estes últimos argumentos foram gratíssimos aos românticos; já que consideravam que uma verdadeira epopéia deveria emergir espontaneamente de um povo.

Durante o século XIX e primeira metade do XX, afervorou-se a discussão. Foi quando se publicaram desde compêndios a volumosas edições com teses para tratar da questão. Intelectuais digladiavam-se formando dois grupos opostos: um defendia a autoria única, outro a compilação.

Recentemente tem-se arrefecido a discussão, voltando lumes apenas às questões lingüísticas. Mesmo porque em antiguidade tão remota pouca certeza há, e conjecturas muitas.

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