Archive for Setembro, 2008

Hipócrates

Segue um texto falando sobre a vida e a obra de Hipócrates, escrito por Gabriela Borges Resende e Rachel Soares Macedo, alunas do 6º ano C.

Vida
 
  Hipócrates é considerado por muitos uma das figuras mais importantes da história da saúde, frequentemente considerado “pai da medicina”. Hipócrates era um asclepíade, isto é, membro de uma família que durante várias gerações praticara os cuidados em saúde.
  Nascido numa ilha grega,os dados sobre sua vida são incertos ou poucos confiáveis. Parece certo, contudo, que viajou pela Grécia e que esteve no Oriente próximo.
  Para o estudioso grego,muitas epidemias relacionavam-se com fatores climáticos, raciais, diéticos e do meio onde as pessoas viviam. Foi o líder incontestável da chamada “Escola de Cós”.
  Hipócrates fundamentou a sua prática (e a sua forma de compreender o organismo humano, incluindo a personalidade) na teoria dos quatro humores corporais (sangue, fleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra) que, igual as quantidades relativas presentes no corpo, levariam a estados de equilíbrio (eucrasia) ou de doença e dor (discrasia).
 
Obras
 
  O conjunto das obras atrbuídas a Hipócrates constituiu o Corpus Hipppocraticun (em português coleção hipocrática).Setenta escritos são reconhecidos como constituintes do corpus,entre os quais os seguintes são considerados os mais importantes:
 
– Aforismos
– Da Medicina Antiga
– Da Doença Sagrada
– Epidemias
– Da cirurgia
– Das Fraturas
– Das Articulações
– Dos Instrumentos de Redução
– Dos Ferimentos na Cabeça
– Prognósticos
– Dos Ares, Águas e Lugares
– Do Regime nas Doenças Agudas
– Das Úlceras
– Das Fístulas
– Das Hemorróidas
– Juramento
– Lei
 
Juramento
 
  Eu juro,por Apolo, médico, por Esculápio, Hígia e Panacéia, e tomo por testemunha todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer a vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprende-lá, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preconceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Hipócrates

Hipócrates

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Para quem gostou de Esparta…

Em Abril do ano passado, a revista Superinteressante publicou uma reportagem especial sobre Esparta, contando a história da cidade e de suas lutas contra persas e atenienses. Para quem quiser saber mais sobre os espartanos, segue o link: http://super.abril.com.br/revista/238/materia_revista_228626.shtml?pagina=1

Abraços

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Período Helenístico

  Empobrecidas, enfraquecidas e desunidas, a cidades-Estado foram alvo fácil para o poderoso exército de Filipe II, rei da Macedônia, que acabou conquistando a Grécia em 338 a.C. Tinha início o Período Helenístico.
  Após essa consquista, Filipe II foi assassinado e foi sucedido por seu filho, Alexandre. Educado por Aristóteles, consolidou-se no poder, reprimiu revoltas em solo grego e construiu um grande império. Com 40 mil soldados, macedônios e gregos, Alexandre conquistou muitos povos da África e Ásia. Todo povo que era conquistado tinha suas tradições e religião respeitadas, e era incentivada a troca de informações entre os diferentes povos do império.
  Por conta de sua expansão e dessas trocas culturais, a cultura grega foi misturando-se com as culturas orientais, dando origem à cultura helenística.

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Gregos contra… Gregos?

Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.)

– Assim que as Guerra Médicas terminaram, a rivalidade entre Esparta e Atenas voltou.
– Com o fim das guerras contra os Persas, Atenas continuou a exercer seu poder sobre as cidades reunidas na Confederação de Delos. Além disso, os recursos conservados em Delos para a guerra, foram transferidos para Atenas, que passou a usá-los em beneficio próprio, o que gerou descontentamentos e rivalidades. Atenas passou a desempenhar um papel imperialista, querendo dominar todas as cidades-Estado.
Século de Péricles (século V a .C.): suas reformas políticas em Atenas permitiram a maior participação dos cidadãos pobres na Assembléia e nas decisões do governo, ampliando a democracia ateniense. A cidade foi reurbanizada e embelezada. Houve grande produção literária e artística.
– Para se contrapor a hegemonia de Atenas, Esparta organizou várias cidades na Liga do Peloponeso. Essa luta de poder na região desencadeou a Guerra do Peloponeso.
– O conflito terminou com a morte de milhares de civis e com a derrota de Atenas e suas aliadas.
– Tinha inicio a hegemonia de Esparta, ainda que enfraquecida.

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Gregos contra Persas

Guerras Médicas (490-479 a.C.)

– Grécia x Persas.
– Persas se interessaram pelos recursos e riquezas das cidades gregas.
– As cidades-Estado, mesmo rivais, uniram-se para destruir o inimigo comum. Sob a liderança de Atenas, formaram a Confederação de Delos, pois todas as contribuições para a guerra (armas, navios, ouro, etc.) eram armazenadas na Ilha de Delos.
– 19 a 21 de agosto de 480 a.C. – Termópilas: se valendo do terreno estreito, 300 espartanos, sob a liderança de Leônidas, mais 7 mil aliados bloquearam os desfiladeiros das Termópilas. Depois de 3 dias de resistência, um grego traidor guia as forças perssas por uma trilha. Os gregos são atacados pela retaguarda e dizimados.
– 19 a 21 de Agosto de 480 a.C. – Artemísio: persas avançam contra os gregos com 800 barcos. A idéia era eliminar a frota naval grega e partir para o continente. Os 300 barcos gregos de unem e são cercados por três lados pelos persas. Depois de 3 dias de batalha, tempestades diminuem a superioridade persa. Os gregos recuam para o sul e a batalha termina em empate técnico.
– 20 de setembro de 480 a.C. – Salamina: concencidos por uma falsa mensagem dos gregos de que eles fugiriam, os persas partiram para o ataque. Ao entrar nos canais de Salamina, o maior número dos persas deixou de ter valor: ali não era possível manobrar muto. Surpresos com a força naval grega, os persas têm seus navios invadidos. Os que chegam à praia são mortos ali mesmo. Os gregos vencem.
– 27 de agosto de 479 a.C. – Platéia: A batalha começa quando os gregos resolvem fingir um recuo. A idéia era dar tempo para as tropas da várias cidades se agruparem. Entusiasmados, os persas cruzaram o rio que os separa dos gregos. Parte do exército grego levou a pior, mas eles agüentaram a pressão e acabaram derrotando os persas de vez.
Tática militar: a falange hoplita.

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This is Sparta!!!

Esparta

Fundada no século IX a.C. pelos dórios

Economia: agricultura, com mão-de-obra escrava.

Sociedade dividida em três camadas: esparciatas, periecos e hilotas.

Esparciatas: a elite, tinham direitos políticos e formavam o exército.

Periecos: eram estrangeiros, sem direitos políticos.

Hilotas: os escravos.

Política: Esparta era uma diarquia (dois reis), onde os governantes tinham atribuições militares e religiosas. Três órgãos exerciam a administração pública: Gerúsia, Ápela e Conselho dos Éforos.

Gerúsia: formado pelos 2 reis e por mais 28 esparciatas maiores de 60 anos.

Ápela: formada pelos mais importantes cidadãos espartanos maiores de 30 anos. Era responsável apenas por votar as propostas encaminhadas pela Gerúsia.

Conselho dos Éforos: formado por cinco membros, eleitos anualmente. Era o órgão mais poderoso de Esparta, comandando as reuniões da Gerúsia e da Ápela.

Educação: militar.

Estátua de do rei Leônidas de Esparta, localizada nas Termópilas.

Estátua de do rei Leônidas de Esparta, localizada nas Termópilas.

 
 
 

 

Estátua de Leônidas em Esparta. As bandeiras da Grécia, da União Européia e dos Jogos Olimpicos se encontram ao fundo.

Estátua de Leônidas em Esparta. As bandeiras da Grécia, da União Européia e dos Jogos Olímpicos se encontram ao fundo.

Fonte das imagens: http://www.animationnation.com/ubb/ultimatebb.php?ubb=get_topic;f=8;t=002038

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Atenas

Atenas

Fundada pelos jônios no século X a.C., próximo ao litoral, o que fez com que os atenienses se tornassem excelentes pescadores e marinheiros.

Era governada por um rei, chefe de guerra, da justiça e da religião, subordinado ao Conselho dos Nobres, formados pelos eupátridas (cidadãos) mais. Camponeses, artesãos e escravos não tinham direitos políticos.

Sociedade dividida em três camadas: cidadãos, metecos e escravos.

Artesãos e comerciantes ricos passaram a exigir direitos políticos. Ao mesmo tempo, camponeses pobres ou escravizados começaram a se rebelar.

Dracon: criou as primeiras leis escritas da Grécia, tirando a justiça das mãos dos eupátridas e passando-a para o governo. No plano político, nada mudou.

Sólon: aboliu a escravidão por dívida e estabeleceu a renda co indivíduo como critério para a participação na política.

Clístenes: dividiu Atenas em três regiões (litoral, cidade e interior), e cada região foi dividida em dez demos. Como a demos era o principal elemento da reforma de Clístenes, este governo ficou conhecido como democracia.

Ostracismo: suspensão dos direitos políticos, confisco dos bens e expulsão da cidade pro 10 anos para quem ameaçasse a democracia.

Educação ateniense: tinha como objetivo a formação intelectual. A base da educação era filosofia, o atletismo, a música e a dança.

Acrópole em Atenas

Acrópole em Atenas

Fonte da imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Acr%C3%B3pole_de_Atenas

 

 

 

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